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Explicando:
Em se tratando de dinheiro, os humanos são mais sensíveis a perdas do que a ganhos. Assim sendo, ao adquirir algo, preferimos acreditar que não estaremos “perdendo dinheiro” em vez de acreditar que estaremos “ganhando dinheiro”.
Pode parecer uma irracionalidade de nossa parte e de fato é, já que tudo é a mesma coisa. Mas, de onde surgiu esta “novidade” tão estapafúrdia em nosso comportamento? Acreditem: depois da famigerada bolha imobiliária americana que, em 2005, teve seu epicentro em São Francisco (Califórnia) e alastrou a recente crise financeira mundial.
E como descobriram essa regrinha básica que rege nosso comportamento? Simples: sempre, em questões de dinheiro, existe o risco, ou seja, a possibilidade de perder ou ganhar. No caso, aqueles que adquiriram imóveis em São Francisco em 2005, só enxergaram a possibilidade de ganhar porque, de fato, os imóveis naquela cidade se valorizaram bastante nos anos antecedentes. Em ritmo de otimismo, alguns chegaram a prever que a valorização dos imóveis naquela cidade chegaria a 50% em um ano o que, hoje todos sabemos, não ocorreu. Assim, os americanos compravam imóveis para
lucrar e os bancos que os financiavam, o faziam com a mesma expectativa de lucro. Como o tal lucro não aconteceu, a maioria não conseguiu pagar suas hipotecas, a “quebradeira” começou e, em todo o mundo, o consumo encolheu simplesmente porque ninguém mais  pensava em ganhar mas somente na possibilidade de ficar sem dinheiro (perder). O comércio acenou para todos com promoções de todo tipo e...nada! Não seduziu ninguém!
 
Mas o que você, lojista, tem a ver com isso? A explicação acima trata de mais um indicador do comportamento humano e que, no seu caso, pode ser útil como argumentação de vendas, sobretudo nos momentos de crise. Uma simples frase do atendimento como : “este modelo/ marca de armação tem alta qualidade e a senhora não perderá o seu dinheiro” certamente é mais convincente para fechar a venda do que dizer: “levando este modelo desta marca, a senhora ganhará um desconto e estará ganhando “x” reais”.  
(para o leitor que desejar saber mais sobre o assunto, recomendamos o livro “Risco: A Ciência e a Política do Medo” de Dan Gardner, editora Odisséia)
REGRA BÁSICA:
para os humanos, perder R$ 100,00 tem mais significância
do que “ganhar” R$ 100,00!
Imagine um grupo de pessoas amigas e pare para pensar sobre o que conduz este grupo à amizade. Interesses comuns ou gosto pelas mesmas coisas, é claro! Pois caminhando nesta mesma direção, especialistas concluíram que os antigos testes vocacionais são falhos assim como os antigos testes para aferição de QI. Motivo: da mesma forma que existem vários tipos de inteligência, a vocação para determinada profissão deve
ser aferida de acordo com a maneira de ser de cada um. Isto significa unir um tanto de racionalidade com outro tanto de intuição para que pessoa e função interajam de forma positiva. Assim, nos novos testes vocacionais, estão sendo levadas em consideração qualificações pessoais como o grau de interação pessoal com o universo que nos rodeia, a nossa capacidade de compreender a mente do outro, nossa capacidade de
“enxergar através”, nossa capacitação pré-cognitiva (capacidade de antever acontecimentos) e outros pré-requisitos como maturidade afetiva. Para aqueles que têm dúvidas sobre suas aptidões para a função que exerce, convém buscar uma orientação neste sentido junto ao RH de sua empresa. Por quê? Porque a vida parece exigir cada vez mais de cada um de nós e, nada melhor que viver atuando naquilo de que se gosta...